Introdução acolhedora
Se você está começando a explorar fundos imobiliários e busca renda passiva com segurança, então o RECR11 merece sua atenção. Afinal, este fundo combina carteira diversificada de CRIs, gestão profissional e histórico consistente de distribuição — o que o torna particularmente atraente para quem quer construir uma base sólida de rendimentos.
Resumo rápido:
- O RECR11 é um dos maiores e mais consolidados fundos de CRIs do país, com patrimônio robusto e gestão ativa.
- Ele costuma entregar dividendos regulares e um yield elevado, mesmo diante da volatilidade econômica.
- Para quem busca fluxo de caixa previsível com risco moderado, RECR11 pode ser um bom alicerce de carteira de FIIs.
Visão geral atualizada do RECR11
Para que possamos avaliar com clareza, veja abaixo os dados mais relevantes e recentes sobre o fundo (com fontes e datas).
- Nome oficial e ticker: REC Recebíveis Imobiliários — RECR11. (FII11)
- Tipo / Segmento: Fundo de papel, focado em CRIs/CRAs. (BrFiis)
- Gestor e administrador: Gestor pela REC Gestão de Recursos; administrador pela BRL TRUST DTVM S.A. (BrFiis)
- Patrimônio líquido: R$ 2,344 bilhões (referência: relatório 14/11/2025) (BrFiis)
- Cotação recente da cota: ~ R$ 76,90 (data 14/11/2025) (BrFiis)
- Valor Patrimonial por Cota (VP/Cota): R$ 88,65 (BrFiis)
- P/VP (Preço / Valor Patrimonial): ~ 0,87 (deságio) (BrFiis)
- Dividend Yield (12 meses): ~ 15,38% a.a. (BrFiis)
- Último dividendo pago: R$ 0,80 por cota (referência novembro/2025) (fundsexplorer.com.br)
- Liquidez média diária: ~ R$ 2,62 milhões (média dos últimos 19 dias) (BrFiis)
- Composição da carteira (setembro/2025): ~ 92,84% em CRI/CRA; ~ 3,84% em cotas de FIIs; ~ 3,31% em imóveis acabados. (BrFiis)
- Política de investimento: Priorização de CRIs/CRAs e busca por diversificação e qualidade de crédito — com gestão ativa buscando manter carteira alocada em papéis que gerem renda previsível e mitigado risco de crédito.
- Taxas: Taxa de administração baixa (~0,20% a.a.), o que contribui para eficiência e preservação de rendimento líquido aos cotistas. (BrFiis)
Dessa forma, observamos que RECR11 reúne fundamentos sólidos — fato que o torna uma opção atrativa especialmente para investidores buscando renda passiva com risco controlado.
Notícias recentes e panorama do mercado para RECR11
Para avaliar a consistência de RECR11 em 2025 — assim como suas perspectivas — é importante considerar acontecimentos recentes e o contexto macro. Eis alguns pontos relevantes:
- De acordo com o relatório gerencial de junho de 2025, a carteira do fundo está majoritariamente alocada em CRIs, com 99 papéis de crédito e 5 FIIs, o que demonstra diversificação e cuidado com o risco de concentração. (BrFiis)
- Nesse mesmo relatório, foi informada uma distribuição de R$ 1,0141 por cota referentes aos rendimentos daquele mês — traduzindo-se num yield mensal elevado (aproximadamente 1,18%) para o patamar da cota. (BrFiis)
- Contudo, houve um ajuste em setembro de 2025: o dividendo foi de R$ 0,7422 por cota, menor do que em meses anteriores. Isso ocorreu principalmente “porque” a inflação medida pelo IPCA registrou variação negativa no mês anterior, afetando papéis indexados à inflação na carteira. (BrFiis)
- Ainda assim, a gestão seguiu ativa: o fundo continuou comprando CRIs com bons indexadores (IPCA + juros, CDI + juros), o que indica que a carteira busca se proteger de ciclos inflacionários e financeiros. (BrFiis)
Em virtude desse contexto, podemos inferir que o RECR11 — embora sujeito à variação de indexadores — tem conseguido se adaptar ao cenário econômico. Logo, ele segue como um dos fundos de CRI mais respeitados do mercado em 2025.
Como interpretar os indicadores de RECR11
Para quem está começando a investir em FIIs, os termos e números podem parecer confusos. Mas veja como interpretá-los de modo simples e prático:
- Dividend Yield (DY): Representa o retorno dos dividendos em relação ao preço da cota. No caso de RECR11, um DY de ~15% ao ano indica que, mantendo a cota e considerando rendimentos constantes, você poderia obter uma renda anual equivalente a 15% do valor investido — sem contar eventual valorização da cota.
- P/VP (Preço / Valor Patrimonial): Quando menor que 1 — como no caso (~0,87) — significa que a cota está sendo negociada abaixo do valor contábil dos ativos. Isso pode representar uma oportunidade, sobretudo se os ativos forem de boa qualidade. Contudo, esse desconto também pode refletir algum risco percebido pelo mercado.
- Diversificação da carteira em CRIs/CRAs: Diferentemente de FIIs de tijolo (como shoppings ou galpões), fundos de CRI investem em títulos de crédito imobiliário. Isso reduz risco relacionado a vacância ou manutenção de imóveis, porém introduz risco de crédito — ou seja, a capacidade de pagamento dos devedores. Por isso, a diversificação entre muitos papéis é crucial.
- Indexadores (IPCA / CDI): Muitos CRIs são corrigidos por inflação ou juros. Isso significa que os rendimentos podem acompanhar (ou proteger contra) inflação ou variação de juros, preservando poder de compra dos dividendos. Contudo, também traz volatilidade, se os indexadores variarem muito.
- Liquidez e volume de negociação: Essenciais para conseguir entrar ou sair do fundo com relativa facilidade. No caso de RECR11, a liquidez média diária mostra que há fluxo para negociação sem grandes dificuldades.
Em suma, ao entender esses indicadores, você consegue avaliar o equilíbrio entre risco e retorno — e decidir se o fundo se encaixa no seu perfil de investidor.
Checklist para investidores — o que observar antes de investir em RECR11

Para garantir que sua decisão seja embasada e consciente, vale seguir este checklist:
- Verificar o relatório gerencial mais recente — para entender a composição da carteira, quantidade de CRIs, indexadores e diversificação.
- Conferir a alocação em CRIs vs outros ativos — para garantir diversificação e evitar concentração excessiva.
- Avaliar o P/VP — se a cota está com deságio, pode haver oportunidade (mas também risco).
- Analisar o histórico de pagamentos — consistência de rendimentos importa mais do que meses isolados de alta.
- Verificar sensibilidade da carteira a indexadores (IPCA, CDI) — para entender impacto de inflação e juros.
- Acompanhar liquidez média — para garantir que você poderá comprar ou vender sem dificuldade.
- Avaliar seu perfil de risco — mesmo fundos de crédito têm risco de inadimplência.
- Diversificar investimentos — não concentre todo capital apenas em um fundo ou em CRIs.
Principais riscos e sinais de alerta em RECR11
Embora muitos aspectos sejam positivos, é necessário conhecer os riscos — para agir com prudência:
- Risco de crédito: Se devedores atrasarem ou não honrarem seus pagamentos, o fluxo de renda do fundo pode ser comprometido — o que impacta dividendos.
- Variação de indexadores: Como grande parte da carteira está atrelada ao IPCA ou juros, mudanças bruscas em inflação ou taxas podem gerar impacto nos rendimentos reais.
- Dependência de gestão ativa: A performance do fundo depende da capacidade da gestora em selecionar bons CRIs e manter a carteira saudável. Se houver falhas, a rentabilidade pode cair.
- Volatilidade da cota: Mesmo com ativos de renda fixa, a cota pode oscilar — o que afeta o patrimônio se você precisar vender.
- Menor atratividade em cenários de juros altos: Se renda fixa ou títulos de juros oferecerem retorno competitivo, fundos de CRI podem perder apelo.
Portanto, mesmo com histórico consistente, é imprescindível acompanhar de perto os relatórios e conjunturas do mercado.
Estratégias práticas para investir em RECR11
Se você decide investir em RECR11, aqui vão três estratégias plausíveis e alinhadas com objetivos diferentes — use a que melhor combina com seu perfil:
- Buy & Hold para renda passiva: Comprar cotas e manter por longo prazo, priorizando os dividendos mensais. Ideal para quem busca fluxo de caixa constante e estabilidade.
- Aportes periódicos (DCA): Investir valores fixos regularmente — isso dilui o risco de entrar em momentos de cotação alta e suaviza o preço médio da carteira.
- Carteira diversificada entre FIIs e ativos diversos: Combinar RECR11 com FIIs de tijolo (logístico, laje, shopping) e outros ativos (renda fixa, ações) para diluir risco e aproveitar diferentes ciclos de mercado.
Dessa forma, você reduz a exposição ao risco de crédito ou variação de juros, e aumenta a resiliência da carteira.
Cenários para RECR11 nos próximos 12–24 meses
Cenário otimista
- A economia se estabiliza, com inflação moderada e juros controlados — o que favorece CRIs indexados e reduz risco de inadimplência.
- A carteira do fundo continua diversificada e com CRIs de boa qualidade — resultando em renda crescente e dividendos consistentes.
- Com dividendos atrativos e cotas com deságio, há chance de valorização de capital além dos rendimentos.
Resultado esperado: Renda passiva robusta + possibilidade de ganho de capital — retorno total competitivo frente a renda fixa.
Cenário base
- Condições econômicas estáveis, com inflação controlada e juros neutros.
- Rendimentos mantidos em patamar regular, sem surpresas dramáticas.
Resultado esperado: Dividendos estáveis, yield competitivo, e modesta valorização da cota — bom equilíbrio risco-retorno.
Cenário conservador / de risco
- Inflação e juros muito voláteis, com impacto negativo sobre CRIs indexados.
- Problemas de crédito ou inadimplência em parte da carteira.
- Redução nos pagamentos de dividendos e aumento da volatilidade da cota.
Resultado possível: Dividendos menores, risco de perda de valor da cota, menor atratividade frente a alternativas mais seguras.
Comparativo com outros FIIs de CRI
Para ajudar a contextualizar, vale comparar o RECR11 com outros fundos de crédito imobiliário. Por exemplo:
- RBR Rendimento I (RPRI11): também investe em CRIs, porém costuma ter carteira menor e, em alguns casos, risco ligeiramente maior. Portanto, pode oferecer yield similar — mas com mais volatilidade. (RBR)
- Kinea Crédito Imobiliário (KCRE11): tem perfil agressivo e busca yields maiores, porém com risco elevado — ideal para investidores que toleram flutuações maiores.
Perfil ideal para cada um:
- RECR11 → investidor moderado/conservador, priorizando renda passiva com risco controlado.
- RPRI11 / KCRE11 → investidor com maior tolerância a risco, buscando rendimento mais agressivo e disposto a acompanhar o mercado de perto.
Conclusão — por que RECR11 continua relevante em 2025
Em síntese, o RECR11 permanece como um dos melhores FIIs de CRI do mercado em 2025. Isso ocorre porque reúne uma carteira robusta, diversificada e bem estruturada, entregando renda consistente e oferecendo deságio em relação ao valor patrimonial.
Além disso, por ser administrado por uma equipe experiente e com histórico de gestão ativa, o fundo consegue ajustar sua carteira conforme o cenário econômico, o que aumenta a chance de manutenção de resultados.
Para investidores que desejam renda passiva com risco moderado — e que estão dispostos a acompanhar relatórios e contexto macroeconômico — RECR11 pode ser um pilar confiável na carteira de FIIs.
Este conteúdo não é recomendação de compra ou venda.
Fontes consultadas
- Dados gerais, cotação, Dividend Yield e composição da carteira do RECR11 — BrFiis (Relatório 14/11/2025). Acesso em 26/11/2025. (BrFiis)
- Histórico de dividendos e cota — Funds Explorer / Fiis.com.br — dados até novembro de 2025. (fundsexplorer.com.br)
- Último relatório gerencial com alocação de ativos, carteiras de CRIs e alocação por indexadores — REL 06/2025 (BrFiis). (BrFiis)
- Notícia sobre redução de dividendo em setembro/2025 e impacto da inflação negativa no IPCA — BrFiis. (BrFiis)
